Tendência

BH se transforma na capital brasileira do design

Começou hoje e vai até o dia 25 de junho o festival DMAIS Design. Em sua quarta edição, o evento reúne mais de 100 eventos para mostrar as tendências do setor e consolidar a cidade como centro de referência estética

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postado em 19/06/2017 14:05 / atualizado em 19/06/2017 15:36 Junia Oliveira /Estado de Minas

DMais Design/ Divulgação
Belo Horizonte será, durante sete dias, a capital do design de interiores, de produtos, da moda, das joias, de móveis e decoração. A partir de hoje, criatividade se torna sinônimo da capital mineira, numa variedade de possibilidades, oportunidades, conhecimento, negócios e turismo. Trata-se do DMAIS Design, festival genuinamente mineiro que durante uma semana movimenta o setor e abre o calendário nacional desse tipo de evento no país. Até domingo que vem, profissionais da área e público em geral estão convidados a conhecer tendências, apreciar novidades e mergulhar num universo único de estética e cultura.
DMais Design/ Divulgação

Seguindo os passos de semanas dedicadas ao design mundo afora e inspirado no Salão Internacional do Móvel de Milão, na quarta edição do festival Belo Horizonte se firma como referência e quer ser reconhecida como a “capital mais criativa do país”. São mais de 100 eventos espalhados por vários pontos da cidade, que impactam diferentes públicos. Por causa de tanta diversidade, foi criado um verdadeiro quartel-general no BH Shopping. Com programação intensa, exposições e bate-papos, ele servirá de ponto de informação e de convergência entre interesses múltiplos.

O DMAIS Design põe o estado na rota da criatividade, deixando na vitrine do setor produtos com assinatura e DNA mineiros.

 

Renato Tomasi é o organizador do DMAIS Design - Henrique Queiroga/Divulgação Renato Tomasi é o organizador do DMAIS Design

Três perguntas para...

Renato Tomasi
Curador-geral e organizador do DMAIS Design

1) Por que criar uma semana de design em Belo Horizonte?
Sempre achei Belo Horizonte um polo de criatividade. Somos referência em arquitetura, arte e gastronomia. O design é um assunto muito novo no Brasil. Precisamos educar o público e disseminar a cultura do design. Não temos uma cidade brasileira que seja realmente uma referência em design. Por isso, devido a todo esse nosso potencial criativo, acho que pode ser Belo Horizonte essa cidade referência no país e nada melhor que um festival urbano de design para demostrar isso.

2) O que o evento tem a agregar à cidade e aos profissionais?
Mais do que um evento, o DMAIS Design é um festival que agrega em sua programação uma quantidade enorme de eventos diversificados e que impactam públicos diferentes. Dentro da programação ocorrem mostras, feiras, exposições, palestras etc. É o momento em que a comunidade do design ganha destaque na cidade. O DMAIS Design proporciona mídia para tudo o que ocorre aqui, gera relacionamento e negócios, o que é muito bom para todos que trabalham na cadeia do design e para a cidade, e, claro, até para o público leigo que vai sendo impactado.

3) Qual o papel da iniciativa privada e do governo nessa empreitada?
O festival tem por objetivo promover o design e gerar negócios. Para construir a imagem de Belo Horizonte como uma cidade referência na produção de design no país, ou uma capital criativa, é de fundamental importância o envolvimento governamental. A economia criativa movimenta muito dinheiro e o design está dentro disso. Aqui também falamos de design com suas vertentes, como mobiliário, arquitetura, moda, arte, tecnologia etc. O governo tem que cada vez mais apoiar iniciativas que promovam o design e, por outro lado, a iniciativa privada tem que ser mais unida, entender que a união realmente faz a força. No DMAIS Design trabalhamos com o poder do coletivo.

 

Inauguração do Espaço Fósforo - DMais Design/ Divulgação Inauguração do Espaço Fósforo
 

É arte, é negócio, é turismo. Pode ser até um passeio despretencioso. Ou uma surpresa aos olhos que se deparam com o inusitado. Não é algo único, mas uma efervescência de formas, cores, materiais e ideias. Quando o assunto é design, multiplicidade é a palavra-chave para definir os maiores eventos relacionados à área mundo afora. As semanas de design de Milão, Nova York e Paris esbanjam sofisticação, mostram o novo e conquistam público. Surfando nessa onda que traz programação intensa dedicada ao setor para gerar business, movimentar o vaivém de profissionais e apreciadores e transformar cidades em cultura pura, Belo Horizonte aparece com a intenção de se impor, abarcar essa fatia do mercado no Brasil e angariar o título de “cidade mais criativa do país”.

A inspiração de fazer Belo Horizonte entrar de cabeça nesse negócio veio de Milão. Foi lá que o curador-geral e organizador do DMAIS Design, Renato Tomasi, viu o poder do design para movimentar a cidade e fomentar o turismo, mobilizando não só quem trabalha na área como quem vive no local. “Identifiquei, diferentemente de São Paulo, que tem poder econômico maior, e Rio de Janeiro, que tem atrativos naturais mais chamativos, que BH tem um berço criativo muito forte. Queremos caracterizar a capital mineira como o município mais criativo do país. A programação está cada vez mais voltada para as várias vertentes do design, dando pinceladas em joias, moda e o pensar design”, afirma.

A semana italiana é a mais esperada e dita tendência. Maior feira do gênero no mundo, o Salão Internacional do Móvel de Milão apresenta o que há de mais recente nesses segmentos desde 1961, chegando, este ano, à 56ª edição. Nela, são apresentados os grandes lançamentos e tendências direcionados para o setor de design de mobiliário e produção de ambientes. É também referência em termos de exposição para a indústria moveleira, de iluminação e artigos de decoração. Durante seis dias em abril, a cidade respira design com o Fuori Salone (eventos fora do salão), que se tornam acontecimentos à parte.

Ruas, parques, museus, galerias e lojas abrigam exposições de artes, instalações, lançamentos de móveis, objetos decorativos, utilitários e iluminação. As ambientações são grandiosas, um verdadeiro espetáculo com cenografias de tirar o fôlego. São 1.498 eventos em 11 pontos da cidade. Para o designer de produto Olavo Machado Neto, mineiro que já expôs em várias semanas internacionais, a de Milão é a mais interessante no quesito formato, porque a cidade toda vive o design. “A cidade é meio fria, sem muita vida, mas durante o salão é outra coisa. Parece que a população triplica, em eventos 24 horas por dia. Milão muda em função do festival. E isso se deve à sinergia entre indústria e estúdios de design que se instalaram lá”, afirma.

Em maio, foi a vez de Nova York. A megalópole de infinitas possibilidades marca essa característica em diversos campos, entre eles desenho gráfico, indústria, design urbano, de interiores, de produto e iluminação. Se em Milão a semana integra a vida da cidade, na Big Apple (a grande maçã), é mais difícil perceber a movimentação do evento, dada a sua efervescência natural. “Nova York é melhor para fazer negócio, mas, saindo da feira, ninguém sabe que tem o salão. A cidade não respira o evento, mas ele é tão bom que é o único a ocorrer duas vezes por ano”, relata Olavo.

Em Paris, ele participou ao lado da também mineira Ana Vaz e do carioca Zanini de Zanine numa galeria de arte com a obra Beleza da imperfeição. A capital francesa recebe 100 mil visitantes em setembro para apresentar novos olhares sobre joias, móveis, roupas, objetos e ambientes. Na feira, em grandes galerias e museus e até em ambientes de hotéis luxuosos, as exposições mostram o design incorporado ao dia a dia e como dar um toque especial às peças. “Existem as grandes indústrias e a produção autoral. O ideal é que as duas se encontrem e o design autor consiga desenhar para a indústria”, diz. 

 

 

Veja a programação completa no site: www.dmaisdesign.com.br

Tags: dmaisdesign objetos decoração iluminação móveis arte decor design

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