Invista em personalidade

Tapetes dão conforto e aconchego, mas opção errada expõe mau gosto e até desleixo

Há regras quanto ao tamanho, formato, espessura, padrão e cores

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postado em 26/07/2017 14:00 / atualizado em 26/07/2017 14:17 Lilian Monteiro /Estado de Minas
A arquiteta Nara Cunha escolheu o tapete Naturo Mix, da galeria Sandra & Márcio, um modelo grande para levar aconchego para o quarto  - Daniel Mansur/Divulgação A arquiteta Nara Cunha escolheu o tapete Naturo Mix, da galeria Sandra & Márcio, um modelo grande para levar aconchego para o quarto

Tapetes delimitam ambientes e facilitam na hora de posicionar os móveis. A escolha é determinada pela necessidade e uso do espaço, levando sempre em conta tamanho, formato, espessura, padrão e cores. Seguir tais regras é fundamental para que o modelo encaixe com perfeição na decoração. Ainda mais se preferir os modelos de luxo, como os da Stephanie Odegard Collection, um dos melhores do mundo, comercializado na galeira Sandra & Márcio, em Belo Horizonte, que primam pela alta qualidade e supertendência. São peças exclusivas, sofisticadas e raras.

O designer de interiores, economista e empresário Luiz Márcio Ferreira de Carvalho Filho, sócio da empresa, conta que há mais de três mil metros de peças na galeria. Produtos únicos, que vão desde tapetes persas modernos (com desenhos contemporâneos), a peças com lã tibetana e, até mesmo, da marca norte-americana Odegard, criada pela renomada designer Stephanie Odegard. Ele explica que há tapetes sob encomenda que demoram de 90 dias a um ano para serem produzidos e entregues para o cliente, já que são importados, feitos a mão e sob medida.

Para o escritório, a aposta é o tapete persa, modelo Shiraz, que é o estilo queridinho para esse tipo de ambiente - Daniel Mansur/Divulgação Para o escritório, a aposta é o tapete persa, modelo Shiraz, que é o estilo queridinho para esse tipo de ambiente
Com toda expertise, Luiz Márcio avisa que, quando as pessoas quiserem colocar um tapete em casa, feito a mão, precisam olhar da mesma forma que observam uma obra de arte. “É um investimento, algo que elas vão ver todo dia. Existe uma diferença entre o muito bom e o perfeito. Se eu posso manufaturar um tapete perfeito, por que vou me contentar com um muito bom? As pessoas precisam parar um pouco e, pensar em buscar o perfeito. Elas devem se permitir isso também.”

Criada em 1971, a galeria Sandra & Márcio é referência em tapetes e antiguidades e o cliente tem opção de personalizar o tapete da forma que desejar. É possível escolher, por exemplo, o tamanho, a cor, a qualidade dos nós e os tipos de lã. São mais de mil opções de desenhos. Os tapetes vêm de vários países, entre eles Irã, Paquistão e Índia. E na loja há ainda tapetes persas antigos. Então, nada mais seguro do que ter todas as orientações sobre a escolha dos tapetes com Luiz Márcio, já que não lhe falta conhecimento. “O tapete é o principal definidor de espaço, é fundamental. Ele é o elemento que amarra toda a parte de mobilidade, da circulação e define o estar. Bem escolhido, é que vai dar o 'clima' no ambiente, que vai deixar o espaço mais moderno, clássico, romântico etc.”

Para não errar, Luiz Márcio avisa que “o principal é a definição de qual tipo de tapete vai ser usado, antes de começar a pensar em leiaute e escolha de cores de um ambiente. Se a pessoa define primeiro o piso, quando ela for pensar na decoração, nas soluções de tecido, tinta, e nos demais itens, fica mais fácil, pois a gama de escolhas é maior. Além disso, quando se pensa primeiro no tapete, no tamanho que ele terá, e se será um ou mais no espaço, a pessoa acaba economizando, já que evita trocas futuras”.

O designer conta que uma dica que ele sempre passa é nunca utilizar tapetes menores que o sofá. “Eu particularmente não gosto, e além disso, quando você faz a opção por um tapete maior você amplia o ambiente. Um tapete grande cria uma ilusão de ótica e passa a impressão de que o ambiente é bem maior, por isso é sempre uma boa alternativa para quem tem um espaço pequeno”, afirma.

JECA E PERFEITO

Para Luiz Márcio, nada de se preocupar com o tapete combinando com o restante da decoração. “Combinar é 'jeca', lembra-me da época em que bolsa combinava com sapato. O tapete é harmonia, ele tem que harmonizar com o resto da decoração. O tapete é um desenho que dá ritmo às cores, assim como na música. Algumas vezes, as notas da música não combinam, mas harmonizam e o conjunto fica bonito. Com o tapete ocorre o mesmo. Ele cria um diálogo, é bidimensional, é cor e ritmo.”

Em outro projeto, para dar elegância e personalidade ao living, a escolha foi o tapete Patchwork - Daniel Mansur/Divulgação Em outro projeto, para dar elegância e personalidade ao living, a escolha foi o tapete Patchwork

Luiz Márcio também é contra os modelos neutros, tão badalados pela maioria para facilitar a composição do ambiente e não pesar. “Quem aposta no neutro perde uma grande oportunidade. Por mais belas que sejam as peças e toda a decoração de um espaço, um tapete neutro, como o próprio nome já diz, vai neutralizar o espaço. A menos que a pessoa tenha obras de arte fabulosas e impactantes e queira deixar um espaço neutro no centro. Caso contrário, é muito triste. Quem vai querer criar um espaço neutro para si? Um hábitat bonito e feliz, para mim particularmente, passa longe do neutro”, diz.

O designer não vê nenhum risco em se arriscar. “Pelo contrário, acho que as pessoas deveriam ousar, ser criativas, se permitir. Quando viajamos pelo mundo, pela Europa, Oriente e tantos outros lugares, podemos perceber como esses outros países e culturas apostam em cores e cenários. Um tapete pode levar para sua casa um pouco de toda essa beleza que tem fora, que tem pelo mundo.”

Modelo de tapete Aloe foi utilizado para definir um ambiente três em um: living, jantar e TV - Daniel Mansur/Divulgação Modelo de tapete Aloe foi utilizado para definir um ambiente três em um: living, jantar e TV

Quanto aos materiais mais adequados, Luiz Márcio indica, principalmente, os de lã, seda e fibras vegetais porque são mais duráveis. “Um tapete de qualidade fala por si só. Um exemplo são os tapetes persas lindos que têm mais de 200 anos e estão intactos até hoje.” E, de acordo com Luiz Márcio, o mercado de tapetes segue tendências. “Sim. Hoje, a tendência é menos quantidade e tapetes maiores. Está na moda desenhos abstratos que são considerados modernos. Durante 15 anos, os desenhos modernos e conceituais estavam no auge. Agora, nos dois últimos anos, houve um retorno às origens, ou seja, uma reinterpretação de desenhos clássicos. Eles foram modernizados. Porém, é o que sempre digo, os melhores tapetes são os que sobrevivem ao tempo.”

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