Na espera por cenário positivo

Índice de confiança da construção recua pela segunda vez, após cinco altas consecutivas

Diante da retração do indicador da construção, apesar de melhora registrada ao longo de 2016, empresários aguardam mudança na economia para reaquecer o mercado

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postado em 13/12/2016 08:00 / atualizado em 12/12/2016 17:34 Augusto Pio /Estado de Minas
Daniel Furletti, coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) - Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press Daniel Furletti, coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG)
O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) recuou três pontos em novembro, na comparação com outubro, registrando 43 pontos. Essa foi a segunda retração sucessiva do indicador depois de uma série de cinco altas consecutivas. Embora continue apontando falta de confiança dos empresários do setor, ao ficar abaixo da linha dos 50 pontos, o índice acumulou elevação de 12,5 pontos em 2016, o que mostra que eles estão menos pessimistas que em 2015. O Iceicon-MG permaneceu inferior ao nacional, que registrou 50,3 pontos no mês.

Entre os quesitos integrantes do índice, o indicador de expectativas foi o que mais contribuiu para o recuo da confiança em novembro, com queda de 6,4 pontos na margem. Dessa forma, após três meses acima dos 50 pontos, o indicador de expectativas voltou a mostrar pessimismo dos empresários da construção ao registrar 44,3 pontos. O indicador de condições atuais de negócio também apontou o descontentamento dos empresários da construção, com 34,8 pontos em novembro. Tanto o indicador de expectativas quanto o de condições atuais de negócio, no entanto, melhoraram ao longo de 2016, com aumentos acumulados de 11 e 10 pontos, respectivamente,  sinalizando que os empresários da construção estão menos pessimistas que em 2015. No tocante às condições da economia brasileira, houve aumento de 16 pontos de janeiro a novembro.

Em relação à percepção sobre a economia mineira, houve elevação de 13,3 pontos nesse período, enquanto o índice referente às condições da empresa aumentou 4,9 pontos.

Os indicadores de nível de atividade da indústria da construção referentes ao estado e ao país recuaram em outubro e continuaram registrando diminuição na atividade, com 36,4 e 40 pontos, respectivamente. Os índices estão abaixo da linha dos 50 pontos desde novembro de 2012. Por outro lado, no decorrer de 2016, os indicadores acumularam aumento de 7,6 pontos, em Minas Gerais, e de 6,7 pontos no Brasil, o que mostra desaceleração no ritmo de queda da atividade. Esse avanço no resultado ao longo do ano é positivo, mas ainda insuficiente para reverter os resultados negativos observados pelo setor.

De acordo com o economista Daniel Furletti, coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), em novembro observou-se a segunda retração sucessiva do Iceicon-MG, que desta vez recuou três pontos em relação a outubro, fechando em 43 pontos. “Esse pessimismo reflete a conjuntura econômica do país, que precisa ser revertida. E o setor da construção civil tem papel importante no processo de retomada da economia”, afirma.

Para Daniela Muniz, assessora econômica da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, “a atividade do setor da construção vem diminuindo nos últimos anos em linha com a retração econômica do país, como mostram os resultados do Iceicon/MG. O baixo dinamismo da construção influenciou as expectativas dos empresários, que, desde 2014, estão negativas. Ao longo deste ano, vimos algum avanço dos índices, que, apesar de insuficientes para reverter a falta de confiança dos empresários do setor, pode ser visto como um fator positivo. Nos últimos dois meses, no entanto, houve uma reavaliação dessas expectativas, na medida em que a esperada melhora nos índices de atividade não se confirmou. Essa realidade limita a confiança dos empresários e consumidores".

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